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5 05America/Sao_Paulo julho 05America/Sao_Paulo 2019

Vendas em junho


Caros amigos,

As vendas de material de construção teve desempenho estável no mês de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são de pesquisa que ouviu 530 lojistas de todo o País entre os dias 25 e 28 de junho.

Na comparação com maio, o setor apresentou queda de 6% no mês. Já no acumulado do ano, houve crescimento de 2% e, nos últimos 12 meses, 3%.

O desempenho no mês foi afetado pela diminuição da confiança do consumidor. Em junho, o INEC (Índice Nacional da Expectativa do Consumidor), medido pela Confederação Nacional da Indústria, registrou sua segunda queda consecutiva, apontando uma piora na percepção dos brasileiros sobre o emprego e o aumento do endividamento das famílias. Toda vez que a confiança do consumidor é abalada, mesmo que minimamente, ele deixa de investir em reformas e construção. Nosso setor depende de planejamento, o nosso cliente não faz compras por impulso. Ele precisa se sentir confiante de que vai conseguir não só começar, mas terminar a obra.

O levantamento por regiões registrou retração de 17% no Centro-Oeste, 15% no Nordeste, e de 7% no Norte e Sudeste. Já o Sul foi a única região do País que registrou aumento de 10% nas vendas no período.

Entre as categorias avaliadas, telhas de fibrocimento e tintas cresceram 2% no período. Já revestimentos cerâmicos retraíram 3%.

Substituição Tributária em São Paulo: preço do material de construção vai subir

O Governo do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial do dia 26 de junho a portaria CAT 32, que altera a base de cálculo para a saída de material de construção e congêneres no Estado. A nova portaria estipula que, a partir de julho, passam a vigorar novas MVAs (margens de valor agregado) para os produtos do setor, com variações de 49% a 108%. Já vínhamos fazendo esse alerta e vamos continuar o diálogo com o governo. Vamos trabalhar em conjunto com as outras entidades para apresentarmos um novo estudo aoGgoverno de São Paulo, fazendo um apelo para a realidade do nosso setor. O cálculo do ICMS está muito acima do que vem sendo praticado. Infelizmente, o consumidor final acabará sentindo essa diferença no bolso de imediato.

A nossa previsão é que cerca de 70% dos produtos do setor sofram reajustes de até 8% no preço final ao consumidor até o final de julho. Isso certamente deve atrapalhar o nosso processo de retomada. Estávamos confiantes de que encerraríamos o ano com um crescimento de 8,5% sobre 2018, mas como os demais estados tendem a copiar São Paulo, sabemos que teremos reflexos inclusive na abertura de novos postos de trabalho.

O levantamento também indicou que o otimismo com relação ao Governo Federal nos próximos 12 meses retraiu 8% no período (de 70% para 62%), e que 47% dos entrevistados pretendem realizar investimentos em 2019.

Aproximadamente 16% dos entrevistados também declararam que têm a intenção de contratar novos funcionários em julho.

Cláudio Conz

Presidente do SINCOMACO

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